Em março de 2019, um acidente aéreo envolvendo um Boeing 737 MAX 8 da Ethiopian Airlines chocou o mundo. Todas as 157 pessoas a bordo morreram no acidente. O incidente levou a uma série de preocupações com a segurança aérea, especialmente após um acidente semelhante envolvendo outro Boeing 737 MAX 8 da Lion Air em outubro de 2018.

Desde então, especialistas em aviação têm realizado investigações sobre os dois acidentes. As empresas aéreas também estão tomando medidas para garantir a segurança de seus passageiros, incluindo cancelamentos de voos e não utilização de aeronaves do modelo Boeing 737 MAX 8.

Até agora, a etapa preliminar da investigação do acidente da Ethiopian Airlines aponta para um problema com o sistema de controle de voo da aeronave. O piloto relatou dificuldades ao tentar controlar o avião, que estava subindo e descendo rapidamente. A equipe de investigação também está analisando o sistema MCAS (Maneuvering Characteristics Augmentation System), que foi apontado como um possível fator no acidente da Lion Air.

O MCAS é um sistema que ajusta automaticamente o ângulo de ataque da aeronave para evitar a perda de sustentação em condições de baixa velocidade. Especialistas levantaram preocupações sobre a segurança do sistema e sobre a formação dos pilotos para lidar com situações de emergência envolvendo esse sistema.

A Boeing reconheceu a possibilidade de um problema com o MCAS e está trabalhando em uma atualização de software para corrigir o problema. A empresa ainda está em processo de certificação com as autoridades regulatórias para aprovar a atualização.

O acidente da Ethiopian Airlines levou autoridades de todo o mundo a proibir voos do modelo 737 MAX 8. A Administração Federal de Aviação dos EUA também adotou essa medida, embora tenha sido criticada por alguns por agir tardiamente. A proibição de voos ainda não foi retirada.

Em resumo, o acidente da Boeing levou a uma ampla investigação sobre os possíveis problemas com o modelo 737 MAX 8 e ações reativas em todo o setor de aviação. Enquanto as investigações continuam, é importante que as empresas aéreas priorizem a segurança dos passageiros e trabalhem junto às autoridades regulatórias para garantir a segurança nas viagens aéreas.